Brasil é o 5º país no ranking da construção sustentável

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A procura por construções ecologicamente corretas e auto-sustentáveis está crescendo cada vez mais no Brasil. De acordo com levantamento realizado pela ONG GBC-Brasil – Green Building Council Brasil, 23 empreendimentos do país receberam o certificado Green Building em 2010 e outras 211 construções terminaram o ano em processo de certificação.

O documento atesta que as obras analisadas cumprem os requisitos de sustentabilidade previstos pelo selo verde internacional Leed – Leadership in Energy and Environmental Desing, o que fez com que o Brasil pulasse da 6ª posição, em 2009, para o 5º lugar, em 2010, no ranking dos países que possuem o maior número de construções sustentáveis em seu território.

Por enquanto, na nossa frente estão EUA, Emirados Árabes Unidos, Canadá e China, mas essa situação pode mudar já no próximo ano. Isso porque, segundo a GBC-Brasil, em 2011 a expectativa é de que o Brasil certifique 35 empreendimentos e inicie o processo de certificação em outras 300 construções, o que pode fazer com que o país suba de posição no ranking das nações com mais obras sustentáveis.

“Nesse momento, o Canadá, que está em quarto lugar no ranking, tem 289 empreendimentos em processo de certificação, contra 234 do Brasil. Se levarmos em conta a economia dos dois países e o fato de que o Brasil é ‘a bola da vez’ nesse setor, temos chance de ultrapassar os canadenses, mas essa não é nossa prioridade. Estamos preocupados em consolidar esse conceito na cabeça do brasileiro. O resto é consequência”, disse o gerente-técnico da GBC-Brasil, Marcos Casado.

Entre os empreendimentos que já foram certificados no Brasil estão bancos, hospitais, laboratórios de saúde, supermercados e prédios de escritórios. Mas, além deles, shopping centers, escolas e estádios de futebol, de olho na Copa do Mundo de 2014, também estão em processo de certificação. “Essa diversificação nos tipos de empreendimentos que estão aderindo à construção verde mostra que o conceito está se consolidando em todo o ramo imobiliário, o que nos deixa muito felizes”, afirmou Casado.


O QUE GANHAMOS COM ISSO?

Os benefícios que as construções sustentáveis acarretam para o meio ambiente – como a redução do consumo de água e energia, a diminuição da taxa de emissão de CO2 e a redução da geração de resíduos – já são conhecidos pela maioria dos brasileiros. Mas, segundo Thassanee Wanick, que é fundadora e presidente do Conselho Deliberativo da GBC-Brasil, as construções sustentáveis trazem, ainda, muitos benefícios para a saúde das pessoas, que ainda não são tão conhecidos pelos brasileiros.

“As pessoas que trabalham dentro de prédios verdes, por exemplo, estão respirando um ar de muito mais qualidade, possuem maior conforto térmico e estão expostas a um sistema de iluminação adequado. Além de fazer bem à saúde, isso aumenta a produtividade dos funcionários”, disse Thassanee, que ainda completou: “Nos EUA, há estudos que comprovam que escolas construídas de forma sustentável trazem tantos benefícios para a saúde dos alunos que podem melhorar, de 20 a 25%, o seu desempenho nas aulas de matemática, por exemplo. Ou seja, empreendimentos verdes representam não só uma conquista em nível ambiental, mas também social”.

A fundadora da GBC-Brasil se diz orgulhosa dos avanços brasileiros no setor da construção sustentável, mas ainda quer muito mais. “O nosso trabalho não pode parar nunca. Ainda há muito o que fazer nessa área e o próximo passo é buscar produtos mais baratos para as construções sustentáveis. Assim teremos cada vez mais empreendimentos dispostos a construir de forma sustentável”, disse Thassanee.

Quanto a isso, Marcos Casado está otimista: “A lógica do mercado é simples: maior demanda, menor preço. Se compararmos os primeiros empreendimentos verdes com os que estão sendo construídos hoje, no Brasil, o custo já caiu e cairá ainda mais, porque o setor está crescendo”. Esperamos que sim!

Fonte: Planeta Sustentável – Abril

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