De 10 caçambas com entulho, 3 “somem” em Ribeirão Preto

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Aproximadamente 4,8 mil caçambas de resíduos da construção civil são descartadas em Ribeirão Preto todos os meses sem o controle da prefeitura e de órgãos ambientais. O número é um terço do que é produzido na cidade. Isso significa que 480 toneladas de entulho são despejadas todos os dias em terrenos públicos e particulares, deixando os locais propícios para o mosquito Aedes aegypti (vetor da dengue) e para animais peçonhentos.

Segundo informou o chefe da Fiscalização Geral da prefeitura, Osvaldo Braga, a situação só será resolvida quando a Parceria Público-privada (PPP) para o setor de limpeza estiver concluída.

Em 17 de abril, a Polícia Ambiental chegou a lacrar os terrenos utilizados pela Aterp (Associação dos Transportadores de Entulho de Ribeirão Preto) e pela futura Triex (está em criação) para triagem e transbordo por falta de licença da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

A área da Aterp é o destino de 200 caçambas por dia e a da Triex outras 60. A lacração causou a suspensão parcial dos serviços de coleta de entulhos e o resultado foi caçambas abarrotadas pela cidade.

Além da Aterp e da Triex, Ribeirão Preto também conta com a Reciclax, usina de reciclagem de entulho localizada na rodovia Antonio Machado Santana. Porém, segundo o apurado, a maioria dos caçambeiros é resistente a levar entulho para Reciclax por conta do preço.

O diretor do interior da Reciclax, Wagner Bonini, explica que a empresa cobra, em média, R$ 70 para receber a entulho. “Nós rebemos o material e reciclamos”, explicou.

O presidente da Aterp, André Leonel, disse que a associação cobra cerca de R$ 100 para fazer o transporte e o transbordo. É o mesmo valor que Triex, que por enquanto atende só uma empresa, cobra. “A Triex ainda está sendo formada”, disse um funcionário, que pediu para não ser identificado.

Fonte: www.jornalacidade.com.br

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